Educação 4.0

Educação 4.0 vai mudar o modo como se aprende?


Para quem não sabe a Educação 4.0, ela faz parte da chamada Indústria 4.0. Esta vem revolucionando todo o modo como pensamos, nos comportamos e como as coisas funcionam. É uma revolução tecnológica que entre tantas coisas que são abordadas a internet das coisas está inclusa no seu processo. Ela nada mais é que a conexão de itens usados no dia a dia por meio da rede mundial de computadores, que promete mudar a forma como os seres humanos absorvem conhecimento.


A educação 4.0 faz o seguinte questionamento: “Quando a escola vai se adaptar à realidade do mundo digital para manter o interesse dos alunos”? Seu foco, não é os recursos tecnológicos e sim como utilizá-los para proporcionar interação, ludicidade e coletividade. A vivência e a experimentação serão valorizadas, bem como o desenvolvimento de competências sócio-emocionais criativas.


Como funciona a Educação 4.0?


Para o trabalho com este novo estilo de educação, os recursos devem ir além do simples uso dos equipamentos, precisam facilitar e promover o processo de aprendizagem autônoma. Os alunos devem desenvolver desde cedo, com a ajuda dos professores, a capacidade de continuar aprendendo na vida adulta para poderem responder com rapidez às inovações tecnológicas. A investigação e as descobertas são feitas por meio do uso de aplicativos e dispositivos eletrônicos, como tablets, computadores e smartphones. Vídeos, sistemas, jogos e aplicações multidisciplinares são alguns dos recursos que serão valorizados e, portanto, indicados para a introdução da Educação 4.0 nas escolas. Contudo, não basta ter os equipamentos e softwares. É essencial, também, que eles estejam alinhados a um planejamento pedagógico estratégico bem definido. A ideia é desenvolver competências e o pensamento empreendedor, deixando de lado a simples replicação de conteúdo.


Metodologias ativas o que são?


As metodologias ativas integram ensino online e offline e promovem a aprendizagem baseada em projetos. O conteúdo é estudado em casa e, na escola, são esclarecidas dúvidas e é compartilhado o aprendizado. A ênfase é na cultura do aprender fazendo e na internalização criativa. O ensino multidisciplinar deverá integrar conceitos de ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática para desenvolver projetos na prática, convidando os alunos a resolverem situações-problema elaboradas a partir de seus próprios interesses.


Base Nacional Curricular Comum


A mudança rumo à Educação 4.0 tem um instrumento de partida: a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), que atualizou e complementou o Plano Nacional de Educação. O documento que define as aprendizagens essenciais que os alunos devem desenvolver ao longo da educação básica, de forma progressiva e por área de conhecimento. Uma das competências gerais contidas na BNCC é a Cultura Digital. Foram estipuladas 10 competências gerais, para todos os níveis de ensino. São elas: 1. Conhecimento: para aprender a lidar com a realidade, continuar aprendendo e colaborar com a sociedade; 2. Pensamento científico e criativo: para investigar causar, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas; 3. Repertório cultural: para participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural; 4. Comunicação: para expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias e produzir sentimentos que levem ao entendimento mútuo;

5. Cultura digital: para comunicar-se, acessar e produzir informações e conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria; 6. Trabalho e projeto de vida: para entender o mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas à cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, criticidade e responsabilidade; 7. Argumentação: para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns, com base em direitos humanos, consciência socioambiental, consumo responsável e ética; 8. Autoconhecimento e autocuidado: para cuidar da sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas; 9. Empatia e cooperação: para fazer-se respeitar e promover o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade, sem preconceitos de qualquer natureza; 10. Responsabilidade e cidadania: para tomar decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.


Como a Educação 4.0 vai mudar o modo como aprendemos?


Muitas das profissões para as quais as pessoas estudam hoje se tornarão obsoletas em pouco tempo. Portanto, o futuro é hoje, é urgente. A escola deverá ser espaço para o aprendizado de habilidades digitais e das competências voltadas ao empreendedorismo. Não é preciso acumular conhecimento, mas é preciso saber um pouco de tudo ou saber como continuar aprendendo. Aprenderemos juntos, uns com os outros. Além disso, o desempenho de cada estudante poderá ser avaliado com base em um histórico de dados, conforme os interesses individuais. A educação se tornará cada vez mais personalizável e os alunos, mais engajados.


E tem mais: as tecnologias poderão ser aplicadas desde a educação infantil, o que já vem ocorrendo em algumas escolas brasileiras. De maneira lúdica, os pequenos poderão ser desafiados a criar jogos interativos.


Que habilidades deve ter o professor da Educação 4.0?


Tantas mudanças exigem que os professores estejam preparados. Eles também terão que desenvolver habilidades desejadas para a aplicação da Educação 4.0. Os educadores devem encarar esse cenário como uma oportunidade de transformação do processo de ensino e aprendizagem e de crescimento para eles próprios. Eles serão, cada vez mais, os motivadores de novas possibilidades de atividades e projetos, fomentando a autonomia e o desenvolvimento de competências e habilidades nos alunos. O professor terá que usar e dominar computadores, projetores de multimídias, quadros interativos, tablets, smartphones e outros dispositivos e equipamentos eletrônicos, além de aplicativos básicos.


Com relação à questão pedagógica, o professor deverá exercer o papel de orientador e incentivador, tornando-se parceiro do aluno nas suas descobertas. Nesse momento, o uso das metodologias ativas será crucial. No fim das contas, o professor 4.0 deve ter percepção e flexibilidade para se colocar em vários papéis: de aprendiz, mediador, orientador e pesquisador. Ele precisará ter metas e objetivos bem definidos para criar as melhores condições ao aprendizado. Tenham sempre em mente que nada substitui a presença do professor, o que se sugere com momentos assim de grande mudança e desafios é que sim, o profissional esteja mais bem preparado, e não apenas porque lhe é cobrado, mas para seu próprio crescimento profissional e humano. Capacitem – se sempre!


Fonte de pesquisa: https://escolaweb.com.br/

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